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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
espaço retro
atendendo alguns pedidos falarei nesse espaço, de mais uma das minhas incontaveis peripecias rsrs, o rockabilly, tenho um apreço por esse genero ja de longuissima data, porem nunca pensei em escrever sobre o mesmo, mas devido alguns acontecimentos em minha vida acabei me deparando com alguns pedidos, e resolvi atende-los na medida do possivel, ja nesse primeiro post decidi dividir as bandas que falarei, pelos paises de origem, e começarei pela alemanha,falarei de uma das bandas que mais gosto de neo-rockabilly: Runaway Boys.
Runaway Boys no início
A banda foi formada na cidade Wolfsburg, Alemanha – país que não é berço apenas de ótimas cervejas e filósofos conhecidos, mas também de excelentes bandas de Rockabilly e Psychobilly nos últimos 30 anos.
Iniciaram suas atividades em 88, composto por:
Mike Stumpf: Vocalista e guitarrista. Antes tinha um duo chamado “Zille & Mike”, onde interpretava versões de Everly Brothers e Simon & Garfunkel(!). Mike foi a voz e a mente do Runaway Boys, além de cantar muito bem, escrevia letras e compunha as músicas.
Mike e George
Dirk Hartmann: Formado em piano clássico na infância, mais tarde, em 79, conheceu a guitarra elétrica, aí fudeu. Montou algumas bandas, porém sem expressão, até chegar no Runaway Boys. Responsavel pelos ritmo das músicas da banda, grande compositor também.
George Munteanu: Sua carreira musical começou em 84, tocando em uma das bandas sem expressão que Dirk também tocou, o Hep Cats, porém como baterista. Um ano depois, juntamente com o futuro baterista do RB, Curt, montou outra banda rockabilly, chamada Stringlers, que até teve certo reconhecimento na cena músical do país, sendo uma das pioneiras. Durante essa banda, trocou a bateria pelo baixo com Curt, devido sua facilidade de tocar, manipular e fazer acrobacias com o instrumento. Esta troca persistiu e se manteve futuramente quando montaram o Runaway Boys, onde também era vocalista.
Acrobata
Dirk “Curt” Bagusat: Fundou a banda Stringlers com seu irmão e George. Após trocar o baixo (seu instrumento de infância) pela bateria, novos horizontes se abriram e impulsionaram Curt a tocar cada vez mais, melhorando e evoluindo cada vez mais como músico, fato cruicial para se tornar a escolha de baterista na criação do Runaway Boys, em 88.
Após a formação e consolidação do quarteto, no mesmo ano, lançaram seu primeiro trabalho: o epzinho “Slippin’ And Slidin’”, contendo dois sons. Obviamente a faixa-título, cover de Little Richard e a clássica “Rock Around With Ollie Vee”, do mestre Buddy Holly.
Runaway Boys no auge
Runaway Boys no auge
Sem muito alarde com o material de estréia, no ano seguinte viriam com seu primeiro full lenght, intitulado “My Love”. Neste disco nota-se a evolução da banda, o que se tornaria uma constante. A parte bizarra fica por conta da versão a capela de “Lions Sleep Tonight”, isso mesmo, aquela do Rei Leão! hahahaha
Mais tarde, em 95, foi relançado em cd, com quatro faixa bônus, incluindo o destaque “Warmed Over Kisses”. Escutem! Uma mistura de hillbilly, bluegrass, rockabilly e sei lá mais o que. Refrão grudento, style.
Em 90 lançaram mais um ep, “The Lions Sleep Tonight”, de 4 músicas, nada inédito.
Mas foi em 91 que o Runaway Boys lançou sua obra prima, o excelente disco “Too Shy”. A primeira faixa “Tell Me How To Cut With Girls” já comprova o que quero demonstrar aqui. Música perfeita pra qualquer discotecagem e festa. A segunda, “Keep Cool”, um som típico do Runaway Boys, violão e guitarra se complementando, baixo básico com ótimos estalos e uma harmonia vocal muito foda, dando personalidade ao som da banda. Não da pra ouvir só uma vez.
A partir daí o disco segue com excelente qualidade, com um bom neo rockabilly de primeira nas faixas “All I Need”, “We’re The Runaway Boys” e principalmente “Girlaholic”. Além disso ainda encontram espaço para as baladas: “Spain”, “Judy”, “I´ll Be Always True To You” e a faixa-título “Too Shy”, uma das melhores músicas do Runaway Boys com certeza. Som com uma atmosfera diferente, onde destilam todas as habilidades e criatividades como músicos. Ouçam e analisem por favor.
Anos depois o disco também foi relançado em CD, com quatro faixas bônus, dentre elas “Crazy Little Thing Called Love”, clássico som do Queen que funciona muito bem no Rockabilly e Psychobilly, que também já teve uma versão do Nitros e “Rawhide”, que dispensa apresentações né?
Visualzinho a lá Restless
Visualzinho a lá Restless
No mesmo ano, mais um ep: “Twistin’ The Night Away”. Três faixas, sendo que duas são diferentes versões da faixa-título – o clássico dançante de Sam Cook – e “Ain’t That You, Babe”, que encaixaria muito bem no disco anterior do Runaway Boys, pois mostra a banda na sua melhor fase. Bom som!
Após tocarem não só na Alemanha, mas na Europa inteira, conseguirem reconhecimento da cena e mesclarem diversos sons (Doo Wop, Hillbilly, Swing, Psychobilly e etc) não se importando com os padrões e esteriótipos da época, o Runaway Boys encerrou as atividades em 93. Em apenas 5 anos a banda lançou excelentes sons, cravando com toda certeza seu nome na história do Rockabilly após seu revival. Pelo menos pra mim, claro.
Em 2004, foi lançada a coletânea “Favourite Songs”, ótima para quem quiser conhecer a banda, mesmo faltando algum dos melhores sons da época do “Too Shy”. 15 faixas e quase metade é cover/versão. Dois sons são novos e também tem regravação de músicas anteriores da banda.
E, seguindo a tendência de bandas voltando das tumbas, o Runaways Boys felizmente também reencarnou em 2006, após 13 anos sem tocar. Voltaram desta vez sem Dirk Hartmann, que fora substituido por Axel “Akki” Schönewolf.
Novamente mais shows e turnes, porém no ano seguinte o inexplicavél aconteceu: o frontman Mike Stumpf resolveu sair da banda. Ainda excitados com a volta e as proporções que a cena tomou, o restande do grupo resolveu continuar, e para isso recrutaram Michael “Micha” Walter, vocalista da banda de Doo Wop “The Chaperal”, que encaixou muito bem no Runaway Boys.
Ainda sem nenhum material gravado e vivendo de músicas de décadas atrás, a banda segue tocando em seu país local e em pequenos festivais vizinhos.
vale uma conferida para os adoradores do genero que eventualmente nao conhecem o trabalho dos caras
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