Sejam bem vindos ao Espaço Retrô Rockabilly e Pin-Ups. Aqui você encontra Musicas, Moda, Filmes, e estilo de vida que surgiu a partir da fabulosa década de 50.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
uma gratissima e deliciosa surpresa
confesso que quando aceitei assistir mais um seriado de drama terror, ja o fiz com o meu ceticismo ja conhecidissimo por quem me conheçe, porem como eu ja disse no titulo, foi uma grandiosa surpresa incrivel em praticamente todos os sentidos,mesmo eu nao acreditando no espiritismo, e nao sendo a mitologia da qual eu goste ainda assim nao consegui achar se quer uma falha nesse seriado ,que por sinal de tao bom e equilibrado, que nao consigo cravar qual o melhor episodio dos doze,sim adorei os dois episodios de halloween , o ruber man muito instigante ,enfim dificil eleger qual o melhor pois o seriado desde sua primeira tomada ja prende atençao, sem exageros nos efeitos e mesmo assim fascinantes no ponto de vista cinematograficos,o elenco e equilibradissimo, dificil de apontar quem se sobresai, pois a imprensao que se tem e que, todos sao principais e coadjuvantes ao mesmo tempo .o encerramento pensei eu, que seria mais fraco pois geralmente sao decepcionantes desfechos de series, ate mesmo minhas preferidas independente de generos sao assim, porem ate nisso a surpresa foi saborosa, pois conseguiu manter o clima de dramaticidade e suspense incrivelmente em uma dosagem perfeita, alias essa unidade foi marca durante todos os episodios, simplesmente incrivel, ja assisti tres vezes o ultimo episodio e pretendo reve-lo sempre que eu puder, enfim para mim independente de generos, essa mesmo nao sendo minha serie preferida devido a mitologia, ainda assim e a melhor primeira temporada de um seriado que eu ja assisti ,encantadoramente perfeita ,quem gosta de cinema bem feito e uma boa pedida, quem gosta de doses de dramaticidades sem exageros, tambem se deliciara em diversos momentos, enfim poderia me estender por mais dez temporadas aqui nos comentarios rsrs, e por falar em temporadas que venha logo a segunda pois se for a metade da primeira ja sera boa, pois essa foi otima,
deliciosamente perfeita
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
espaço retro
finalizando meu passeio pela cena billy postarei minhas duas bandas preferidas do genero sharks e stray cats.
A origem do The Sharks começa no final dos anos 70, com o revival do rockabilly que estava rolando no Reino Unido. Alan Wilson desde sua infância era um fanático por rockabilly, e na ultima metade da década de 70 se encontrava tocando com uma banda chamada Dixie Rebels. No começo dos anos 80 mudaram o nome para The Sharks e fizeram diversas apresentações por todo Reino Unido e até mesmo apresentações em programas de TV. Numa dessas apresentações, um programa chamado “RPM” da BBC, Alan foi contatado por um jovem rapaz que tocava baixo chamado Steve Whitehouse. Após ver o programa Steve marcou uma audição com Alan, afim de entrar para banda. No momento o The Sharks constava com dois irmãos no baixo e bateria (Kevin e Paul Hancock), que tiveram que se afastar da banda para servirem como banda de apoio de dois grandes nomes do rockabilly americano Janis Martin e Ronniw Hawkins, em uma turnê pelo Reino Unido.
Sem musicos para banda, Alan entra em contato com Steve e o coloca no baixo, Steve já tinha um baterista em mente, Paul “Hodge” Hodges. Ambos entram para a banda e o line-up que era pra ser temporário se torna permanente. Logo gravaram uma demo que foi enviada a Nervous Records e assim veio o contrato para fazer um full album. A Nervous Records era a gravadora que estava encabeçando o que chamavam de “Neo-Rockabilly” e que mais tarde daria origem ao termo “Psychobilly”. Lançado em 1983, o primeiro album do Sharks, “Phantom Rockers”, se tornou um classico do estilo e como o proprio dono da Nervous, Roy Williams, se refere como “o arquetipo do neo-rockabilly britanico”.
O album, mais de 20 anos depois de seu lançamento, até hoje vende muito bem, e já teve várias reprensagens. Aproveitando o sucesso do primeiro album o Sharks sai em turne européia em 83, mas devido a brigas entre Whitehouse e Alan Wilson a banda se separa no auge da fama. Alan se afasta dos palcos e segue carreira como produtor musical, e Steve forma outro dos grandes nomes do psychobilly dos anos 80, o Frenzy (que constava com Simon Brand do Torment em sua formação original). Hodge continua a tocar ocasionalmente com projetos de Steve e Wilson.
10 anos se passaram e Alan estava produzindo o album “Jamboree” dos Frantic Flintstones. O baixista desse album era Gary Day, baixista do primeiro album do Frantic Flintstones, Nitros (outra otima banda de neo-rockabilly) e esteve tocando por anos com Morrissey (ex-Smiths). Gary Day sugeriu a Alan Wilson retornar com o Sharks e se ofereceu como baixista para a volta. Então, em poucas semanas gravam o sensacional “Recrational Killer” em 1993, lançado pela Anagram. Uma turnê enorme aconteceu e o Sharks tocou como banda principal em grandes festivais da europa e escandinavia.
Devido a sua volta a banda de Morrissey Gary Day sai do Sharks, mas mesmo assim ainda grava um projeto solo chamado Gazmen, contando com Alan Wilson e Hodge como musicos de suporte (curiosidade: Gaz é o apelido adotado por Gary Day ao tocar com Morrissey). Um novo baixista precisava ser encontrado e para a surpresa de todos ninguem menos Steve Whitehouse se apresenta para voltar para a banda, voltando a line up clássico gravam o “Colour my Flesh” em 1995. Hodge sai da banda no mesmo ano e entra Ben Coorper (ex Restless) em seu lugar, em 1997 ele sai dando lugar a Carl Parry, que na epoca tocava guitarra com o Frenzy de Steve Whitehouse.
A banda continuou a se apresentar até 99 mas nunca mais lançaram nada de novo. Alan Wilson agora tem seu proprio selo e gravadora, a Western Star, produz bandas e ocasionalmente toca com projetos de seu grande amigo Chuck Harvey, vocalista do Frantic Flintstones (como Chuck and the Crack Pipes e Chuck & the Hulas). Steve Whitehouse ainda toca com o Frenzy, e Hodge hoje em dia mora na Espanha. Sharks foi uma banda importantissima para o psychobilly e para o neo-rockabilly, influenciando toda uma geração de bandas, e excencial para todos os verdadeiros ouvintes do estilo. TAKE A RAZOR TO YOUR HEAD!.Brian Setzer era um garoto apaixonado pelo estilo dos anos 50, especialmente pelo rockabilly imortalizado por Eddie Cochran, Gene Vincent e tantos outros ídolos mortos, ou esquecidos. Brian tinha uma banda com seu irmão Gary e Bob Beecher chamada de The Bloodless Brothers, em 1979. Gary era baterista e Bob era o baixista. O nome foi logo alterado para Tom Cats, mas a formação original durou poucos meses, pois Brian quis fazer algo melhor e quando o pianista Ken Kinnaly entrou na banda, Brian deu adeus.
Com a companhia de Leon Drucker (conhecido como Lee Rocker), no baixo, e James McDonnell (ou Slim Jim Phantom), na bateria, nascia o Stray Cats. Mas o som dos anos 50 estava devidamente morto na América e saída mais fácil foi pelo aeroporto, e no dia 19 de junho resolveram morar na Inglaterra, onde um movimento de rockabilly ressurgia com vigor.
O grupo começou a tocar por Londres e mostrava uma grande presença de palco, sendo destaque o topete platinado de Brian, além de seu estilo preciso na guitarra. Fizeram tanto barulho que chamaram a atenção de Dave Edmunds, então uma lenda do meio e mentor da banda Rockpile. Edmund ficou amigo do trio e propôs trabalharem juntos. Exatos três meses depois de chegarem na Inglaterra, assinam um contrato com a Arista. No dia 29 do mesmo mês, abrem um show para Elvis Costello no Rainbow Theatre.
Edmunds havia gostado muito do visual do trio, em especial de Setzer. Para ele, Brian era mais parecido com Eddie Cochran do que o próprio Eddie! “Quanto tempo você leva penteado seu topete?”, perguntou, rindo, certa vez.
E se o grupo tinha um bom apelo visual, possuía um apelo sonoro muito superior.A prova disso veio em fevereiro do de 1981, quando lançam o primeiro álbum intitulado somente como Stray Cats. Um disco clássico e que trazia três dos maiores hits da banda, “Runaway Boys”, “Rock This Town” e “Stray Cat Strut”. O disco fez bonito nas paradas de sucessos e alguns clips das canções mostravam toda o bom humor e a picardia do trio.
“Runaway Boys” vira o primeiro compacto do disco e “Rock This Town”, o segundo e parece que os anos 50 estavam de volta. Vejam as letras das canções…
No dia 16 de outubro, o grupo faz a primeira aparição em uma emissora de televisão dos Estados Unidos, no programa Friday, da ABC e tocam quatro músicas: “Baby Blue Eyes”, “Stray Cat Strut”, “Rock This Town” e “Runaway Boys” e causam uma excelente impressão por todo o país. Chegam ao cúmulo de serem chamados novos “filhos ingleses” de Elvis.
Em novembro lançam o segundo disco, batizado de Gonna Ball, que ao contrário do álbum de estréia, teve uma recepção fria e críticas negativas. Mas se a crítica torce o nariz, o grupo é convidado pelos Rolling Stones para abrirem quatro shows em sua turnê pela América.
O grupo já havia assinado um contrato com a EMI norte-americana no ano anterior, mas atendendo um pedido da nova casa em sua terra natal é editada uma coletânea dos dois primeiros discos chamada Built for Speed. O grupo começa a ser massivamente veiculado na MTV e os clips de “Rock This Town” e “Stray Cat Strut” viram um enorme sucesso e rapidamente a banda está entre os 10 mais no país.
Finalmente o sucesso na América chegara e o grupo faz uma pequena excursão de 15 shows entre os meses de julho e setembro.
Após três programas de televisão ainda em setembro, o grupo dá uma respirada para outra mini-maratona de 20 shows entre novembro e dezembro.
Em 1983 é lançado um novo disco, Rant N’ Rave With the Stray Cats, produzido novamente por Dave Edmunds e que rende mais dois clássicos instantâneos: “(She’s) Sexy + 17,” e “I Won’t Stand in Your Way.”
Com dois discos novos na América passam o ano todo fazendo shows em cima de shows, pelos quatro cantos do país. Mas a vida na estrada nunca foi fácil e a tensão entre os membros começam a aparecer, seja pelo estresse ou por desentendimentos bobos. Brian é considerado um cara complicado de se lidar, temperamental e um tanto violento. Lee Rocker por sua vez é igualmente selvagem e os dois quase chegam muitas vezes a trocarem tapas. “Brian precisa aprender a ser menos genioso. É um bom compositor, mas não é o dono dos Stray Cats. Eu não sou empregado dele”, disse certa vez Lee. Slim é o mais calmo dos três e acaba casando com a ex-senhora Rod Stewart e atriz, a sueca Britt Ekland. Brian, por sua vez, é convidado para tocar por estrelas do quilate de Bob Dylan e Steve Nicks, além de participar do projeto Honeydrippers, de Robert Plant.
Em 1984 o grupo convoca Tommy Byrnes para ser o segundo guitarrista e baixista, mas a paz já não existe mais e Brian oficialmente dissolve a banda. “Não há mais tesão entre nós três, o melhor é cada um tomar seu caminho”, disse Brian.
Lee e Slim não perderam tempo e convidaram o guitarrista Earl Slick, que tocava com David Bowie para formarem uma nova banda. Batizada com o criativo nome de Phantom, Rocker & Slick lançaram um disco meia-boca, que inclusive chegou a sair por aqui. A idéia era seguir o mesmo caminho dos Stray Cats, mas as composições e o carisma de Brian fizeram muita falta.
Brian, por sua vez, lançou em 1986 seu primeiro disco solo, o elogiado The Knife Feels Like Justice. Quando todos pensavam que o grupo já era passado, os três se voltaram a conversar e a ensaiar novamente. O resultado acabou sendo um novo disco ainda em 1986: Rock Therapy. Mas as vendas foram baixas e as críticas negativas e o grupo resolveu dar um tempo, de novo.
Brian começou uma carreira paralela que lhe renderia vários trabalhos: o cinema. Ele participou de várias trilhas sonoras sejam com o grupo ou mesmo em incursões solos. E Setzer começou em grande estilo…
o primeiro teste foi encarnar o ídolo Eddie Cochran no filme La Bamba. E deu show tocando (de verdade, sem dublar), o clássico “Summertime Blues”, de Cochran. Em 1988, lançou Live Nude Guitars, mas os integrantes nunca sumiram da vista um do outro. Brian disse que foi uma grande alegria poder viver, mesmo que por pouco tempo, como Eddie. “Eddie foi a minha maior inspiração desde o início. Fiquei muito feliz quando me convidaram para o papel.”
Mas Lee, Slim e Brian não se perdiam de vista e viviam pensando em um retorno. Sendo assim, em 1989, se encontraram no clube Ritz em Nova York para se divertirem. Viram que a velha química ainda existia e pronto: lançaram mais um disco, em abril, Blast Off.
O disco mostrava um som um pouco mais pesado e trazia como destaque a faixa “Gene and Eddie”, uma homenagem a Gene Vincent e Eddie Cochran, dois maiores ídolos da banda. O grupo já vinha tocando junto desde janeiro do mesmo ano e seguiram assim até o final de 1990.
Nessa turnê abriram alguns shows para Stevie Ray Vaughan, que decolava rapidamente em uma brilhante, porém, breve carreira-solo.
Mas o disco teve baixas vendagens e acabaram sendo dispensados pela EMI. Fora da gravadora, receberam um convite do músico e renomado produtor Nile Rodgers para gravarem mais um disco e, em 1990, é lançado pela Liberation, Let’s Go Faster.
E, mais uma vez, o velho companheiro e fã Dave Edmunds chama o trio.
O resultado é que lançam, em 1992, um novo trabalho, chamado Choo Choo Hot Fish. E no ano seguinte é editado um álbum de covers, Original Cool. Mas eram apenas uma pálida sombra do que já haviam sido no passado e resolvem novamente se separarem.
Brian resolve então realizar um antigo sonho, montar uma big band e realizar alguns discos de swing, que era o ritmo popular antes do advento do rock and roll. Com a Brian Setzer Orchestra, parece reencontrar o prazer de tocar e se apresentar ao vivo. Lança excepcionais discos no estilo, sendo o melhor deles, The Dirty Boogie, de 1998.
Ainda em 1998 se reúnem para uma homenagem ao falecido Carl Perkins, no House of Blues, em Los Angeles, tocando 21 músicas. Carl havia morrido no dia 19 de janeiro aos 65 anos e havia visitado os Cats em 1984, tendo feito inclusive uma jam que acabou não sendo lançada.
Brian começa uma bem sucedida carreira em trilhas sonoras dos estúdios Disney e de alguns filmes comerciais.
Mas a saudade de tocar o velho rockabilly falou mais alto e em 2003 o grupo se reuniu novamente para uma série de shows. Brian explica o motivo para a volta em uma entrevista que deu no dia 23 de fevereiro de 2004. “O motivo da nossa volta é que queria voltar a tocar na melhor banda de rockabilly do mundo e achei muito bom que tenham agendado essa turnê pela Europa, já que é a primeira vez que muitas pessoas poderão nos assistir. Estou muito ansioso e louco para tocar o bom rockabilly na melhor banda do mundo.”
Discografia
Straycats (1981)
Gonna Ball (1981)
Built For Speed (1983)
Rant n’ Rave (1983)
Rock Therapy (1986)
Blast Off (1989)
Let’s Go Faster (1990)
Choo Choo Hot Fish (1992)
Original Cool (1993)
Lonesome Tears (2003)
Coletâneas
The Best of the Stray Cats: Rock This Town (1990)
Back to the Alley: Best of the Stray Cats (1991)
Let’s Go Faster (1991)
Greatest Hits (1992)
Stray Cat Strut (1992)
Story of the Stray Cats (1994)
Rock This Town (1995)
Archive (1996)
Original Cool (1996)
The Best of the Stray Cats (1996)
Runaway Boys: A Retrospective ‘81-‘92 (1997)
Runaway Boys (1997)
On the Tiles (ao vivo, 1998)
The Best of the Stray Cats (1998)
Live (1999)
Struttin’ Live (1999)
The Best of Stray Cats (japonesa, 1999)
Greatest Hits (2000)
Hollywood Strut (2000)
Rockabilly Rules (ao vivo, 2000)
Feline Frisky (ao vivo, 2001)
The Best of Stray Cats (2001)
Extended Versions (ao vivo, 2002)
Forever Gold: The Stray Cats (ao vivo, 20002)
The Best of Stray Cats (2003)
espaço retro
continuaremos agora falando do pharaohs.Vindos de Harlow (Essex) – Inglaterra o Pharaohs foi mais um dos grandes nomes do psychobilly/neo-rockabilly dos anos 80. A principio uma banda rockabilly no comecinho dos anos 80 foram logo dominados pela febre e atenção que estavam dando ao psychobilly. Tendo como frontman da banda o guitarrista e vocalista Glenn Daeche, Ben Evans na outra guitarra, Carl Sheeran no baixo e Tony Bennet na bateria, no ano de 1986 lançaram pela Nervous Records o fenomenal Blue Egypt, com musicas que virariam classicos absolutos do estilo como a faixa titulo “Blue Egypt”, “Smell of Cop”, “Dead to the World”, e a estranha “Tomb Of The Dead” (curiosidade: Essa musica é provavelmente um dos pontos altos do disco e foi lançada no play como um remix eletronico que não faz sentido algum e fez a musica perder muito, para aqueles curiosos de plantão tentem achar o ZORCH FACTOR 1 para ouvirem a versão integral e sem remixagem da musica) e as versões de “Radar Love” e “Wild Thing”.
Tocavam constantemente no Klub Foot e eram muito conhecidos pelos psychos e rockers da epoca, com o reconhecimento veio um ep de apenas 4 musicas, o maravilhoso/absurdo/perfeito Vigilante (se voce se acha psychobilly e não conhece esse disco trate de morrer), era obvio que Glenn Daeche estava querendo experimentar um som novo e tira Carl Sheeran do baixo para colocar ninguem menos que Lee Brown (que depois faria historia como baixista do The M3T3ORS) no baixo eletrico, não se pode falar muito desse ep fora que ele é perfeito por inteiro, a capa é assinada por Kevin Haynes baterista do Torment e um dos mais famosos capistas do psychobilly.
Lee Brown deixa a banda para tocar com o The Meteors, o Pharaohs vira um trio com a saida de Ben Evans e com a volta de Carl Sheeran pro baixo e gravam mais um petardo – “Hammer & Sickel Blues” - o disco é inteiro bom, da faixa titulo “Hammer & Sickel Blues” com seu riff contagiante e mostrando como o psychobilly deve ser, passando pelo rockabilly balada “57 Chevy”, uma nova versão pro hit da banda “Dead to the World” e a porrada “Psycho Numbskull”.
Não se sabe ao certo oque houve, mas o Pharaohs parou de tocar no começo dos anos 90 e depois de 12 anos de intervalo entre um disco e outro, em 2000 lançaram o tambem muito bom “London 1888″ com Mark Pennington (baixista/vocalista original do Caravans, ora guitarrista/vocalista) no baixo e com Ben Evans de volta pra guitarra. Mais uma leva de boas musicas como “Harlow Rock”, “London 1888″, uma nova versão pra classica “Turkey Dance” e o ponto alto “Vincent Van Go Go”. O Pharaohs continua se apresentando uma vez na vida e outra na morte por grandes festivais de psychobilly, tocaram no Calella Psychobilly Meeting em 2007 com Choppy (ex Demented Are Go/ Caravans/ atual Mad Dog Cole) no baixo.
De lá pra cá não há noticias de shows da banda. Para quem quiser ver a banda tocando há videos deles no Klub Foot no lendario “Stomping At The Klub Foot” e recentemente lançaram mais um video de show da epoca, tocando a otima “You’re on your own” no dvd “Revenge of the Psycho Cats”. Essa não tem desculpa, quem é psychobilly gosta, quem gosta de neo-rockabilly gosta, obrigatorio.
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agora e a vez do GO-KATZ.O Go-Katz foi formado em 1986, na pequena cidade Loughborough, da Inglaterra, pelos amigos Howard Raucous (dono do selo Raucous Records) no vocal, Giles Brett e Andy Young na guitarra, Moff no baixo e Wolf na bateria. Antigos integrantes das bandas The Exorcists e The Go-Go Dakotas.
Com esse line-up, gravaramem 87 o excelente vinil 7’ “The Go-Katz EP”, com quatro músicas, pelo próprio selo de Howard, a Raucous Records. Além do EP, participaram com músicas em diversas coletâneas da própria Raucous, da Rockhouse e da Kix4U.
No ano seguinte, Gilles e Wolf saíram da banda, ficando apenas com uma guitarra e Dave Fawkes foi recrutado para a bateria. Com esse novo line-up, que durou apenas 2 anos, lançaram algumas faixas para a Raucous e a Fury usaram em suas próprias coletâneas.
Depois de mais de uma década parados, em 2003 o Go-Katz ressurgiu em St Petersburg, Rússia, com Howard apoiado por integrantes de bandas de psychobilly e surf locais, como o The Bombers. Com essa formação tocaram em alguns shows da Rússia e gravaram uma cover de “When A Stranger Calls”, do Meteors, que posteriormente saiu no tributo “Sympathy For The Devil”.
Um ano antes, em 2002, o primeiro ep foi relançado em CD, sob o nome “Real Gone Katz”, com faixas bônus. Logicamente pela Raucous.
Enquanto isso, na Inglaterra e em outros países, estava ressurgindo um grande interesse por bandas da década de 80, fazendo com que Howard, de volta ao seu país, em 2005, reformulasse novamente a formação do Go-Katz. Novamente como único membro original, recutrou para os intrumentos integrantes da banda de rockabilly The Top Cats. Este line-up durou até 2008, e durante esse período tocaram em diversos festivais por toda a Europa.
Ainda no mesmo ano, gravaram outra cover de Meteors, a clássica “Maniac” e somada a sons de uma demo antiga da banda, lançaram um cd, com o nome da versão.
Em 2009, pra variar, Howard reformulou novamente a banda, desta vez contando com Steve Clark (ex-Top Cats) na bateria, Dan Clark (ex-Hangmen) no baixo e Billy Oxley (ex-Blue Devils e Radicas) na guitarra e seguem em tour e com planos para gravar um novo disco, no qual já tem uma curiosa faixa no gatilho, uma versão psychobilly para o som “It’s Not Fair”, da cantora Lily Allen(?).
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outra banda de merecidissimo destaque e o lunas vegas.O Luna Vegas pra mim é uma das melhores bandas da nova safra de psychobilly. Também pudera, os integrantes tocam desde o final dos anos 80 acumulando infuência e bagagem durante anos, nitidamente notado em suas músicas. Estas que possuem timbrem e melodias perfeitas, quase que como uma releitura ao psychobilly mais clássico e harmônico.
A banda foi formada em 2004 por Nick Plant (baixo) e Daz Night (guitarra), amigos que tocam juntos há vinte anos, quando tinham uma banda chamada Stench. Após tocarem apenas por diversão, com instrumentos velhos e defasados, sentiram novamente o feeling, compraram instrumentos novos e se rotularam então de Luna Vegas, com os também amigos de longa data Rob Kinson (guitarra) e Jim Goodman (bateria), ex membros da banda The Zombies Mutant, na qual Nick e Daz também tocaram em 86.
Em 2007 Rob saiu da banda, tornando o Luna Vegas um trio. Algumas músicas foram lançadas e em janeiro entraram em confinamento no estúdio da Western Star para lançar duas músicas, Hellcat e Freddie Depthcharge. A primeira saiu depois na compilação “Psycho Killers”.
Impressionados com os resultados das músicas e com a ajuda do guru Alan Wilson (Sharks, projetos solos de Chuck Harvey e o próprio dono do estúdio e do selo), a banda abraçou a Western Star e decidiram que seria a casa do seu primeiro álbum, prontamente aceito por Wilson.
Mais gravações ocorreram durante o produtivo ano de 2007 para o primeiro disco da banda. Em outubro, Jim resolveu deixá-los e para seu lugar foi escalado Chris Ives, o último baterista que o Stench teve antes de acabar em 89.
No final do mesmo ano, a Westarn Star lançou um DVD promo chamado “Psychobilly And Rockabilly Mayhem”, contendo as bandas do casting do selo, logicamente com o Luna Vegas participando.
Finalmente, no começo de 2008, o primeiro disco da banda foi lançado: “Strange Men Weird Women”. Um excelente trabalho onde não se pode apontar nenhum som em específico, todos são perfeitas. Uma ótima pedida pra quem curte um psychobilly clássico e tradicional. Em faixas como “Mr. Shoom” percebemos um riff a là Torment e em “Demon Slitter” fica clara a influência de Meteors no som dos caras.
Após participações no volume 2 e 3 da coleta Western-Star Psychobillies, a banda começou compor e gravar novas músicas para o ano de 2009, mas, não feliz com os resultados, decidiram reformular as músicas e chamar mais um guitarrista, Matt Nailor. O som ficou ainda mais pesado e old school.
Mas nem tudo são flores e na metade de 2009 Daz, um dos seus fundadores, saiu da banda, fazendo com que Matt assumisse o posto de guitarrista principal.
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agora destacarei o fractured.Numa epoca na qual o neo-rockabilly e o psychobilly andavam lado a lado e algumas bandas eram dificilmente enquadradas em um unico estilo, exemplo maior disso o Guana Batz, Frantic Flitstones e Batmobile, que mesmo com uma proposta mais agressiva que o rockabilly convencional ainda se mantinham fieis as raizes do mesmo, e muitas vezes taxadas de bandas neo-rockabilly.
Outras bandas, essas já com uma proposta muito mais rockabilly, hora ou outra pendiam para o lado mais agressivo soando similar as bandas de psychobilly, como Get Smart, Wigsville Spliffs e Polecats, por exemplo.
Bandas como Restless, uma das melhores e mais famosas de neo-rockabilly, podem ser vistas tocando enquanto o pau comia solto no wrecking em seus videos gravados no Klub Foot. A distancia entre as cenas era minima, prova disso é esse sensacional disco do Fractured “No Peace for the Wicked” lançado em 1987.
A sonoridade é semelhante ao Restless, só que com uma pegada mais rápida, flertando toda hora com o psychobilly. A faixa de abertura “Honest Lovin” é o destaque, old-school psychobilly puro! Outras como “Kisses Sweeter Than Wine” e “Sold My Secret” mostram o lado mais rockabilly da banda. O disco (o único da banda!) tem apenas 8 faixas mas é obrigatório para todos aqueles que querem conhecer esse periodo tão legal da historia do psychobilly e do neo-rockabilly!
Sairam tambem no Stomping At The Klub Foot Vol.5 ao lado de nomes como Long Tall Texans e Skitzo com duas faixas ao vivo e numa coletanea de neo-rockabilly chamada The James Deans Of The Dole Queue ao lado de Caravans e de Boz Boorer!
Recomendado para não-dançarinos de rockabilly! É fazer o topete e sair na porrada no wrecking!
espaço retro
dando coninuidade falo agora do FRANTIC FLINTSTONES.
A primeira aparição do Frantic Flintstones ocorreu em outubro de 1986. O líder e vocalista da banda, Chuck Harvey, já havia tocado em outras bandas, como “Whats This Fish?” e “Mute”. A primeira formação de fato do Frantic Flintstones continha Ric na guitarra, Clive no baixo e Toby “JUG” Griffin, que já havia tocado em bandas como Coffin Nails e Meteors.
O primeiro vinil veio um ano depois pela Raucous Records, o clássico EP “Bed Rock”. Nesse tempo a formação já havia mudado. Nodger entrava na guitarra, Andy tinha assumido a bateria e Gary Day o baixo acústico.
Andy não conseguia acertar a bateria nos ensaios (devido às “drug sessions” evidentemente), e como a bateria é sempre gravada antes, isso era um pesadelo.
O EP vendeu bem e um pouco depois eles lançaram um album por um outro selo, a Nervous Records.
Devido ao problema de Andy com a bateria, o álbum foi batizado de “Nightmare On Nervous”, que chegou até a alcançar o #12 no ‘Indenpendent Album Chart’. Shows vieram e o Frantic Flintstones começou a ganhar prestígio na cena psychobilly.
Após o lançamento desse disco, Chuck sofreu um grave problema no coração, mais precisamente um ataque cardíaco, que necessitou de uma cirurgia. Todos pensavam que era o fim da banda. Mas não muito depois, Chuck voltou como se nada tivesse acontecido. O próximo disco deles, “Rockin’ Out” foi lançado pela Link Records. Pouco antes desse lançamento, Nodger saiu e foi substituido por Pug, que já havia tocado com Gary Day em outra banda, The Mysterons.
Após esse disco, o Frantic Flinstones tocou muito e gravou discos praticamente todos os anos. Vieram em 89 o “Not Christmas Álbum” e o EP “Yabbadabbadoo”. O album mais sinistro e pesado da banda, “The Nightmare Continues”, e um ao vivo, “Live & Rockin”, também foram lançados em 1989.
Em 90 lançaram o album “Schlachthof Boogie Woogie”, “Well Gone In Europe”, com regravações e o “Raucous Recordings”, com demos e raridades antigas. Em 91 veio “Cuttin’ A Fine Line”, com uma pegada bem neo-rockabilly e em 91 veio “Flash & Fantasy”, com musicas mais experimentais. Nesse periodo também foi lançado “Skin Up Chill Out”, um disco acústico com apenas Chuck e Pug tocando, e o “Take a Hike”.
O “Jamboree” de 93 marcou o primeiro lançamento pela Anagram Records (que foi responsavel por manter o material antigo até hoje disponivel) e também o último disco gravado por Gary Day, que já estava num processo de vindas e idas durante algum tempo, devido à suas outras bandas, The Nitros e mais pra frente Morrissey.
Após sua saida muitos baixistas passaram pela banda, incluindo o ex-Guana Batz Jonny Bowler. Após pouco tempo, na bateria também houve alteração, mas nesse caso definitiva, entrando RockinReject. Provavelmente em torno desse período (inicio dos anos 90) que também apareceu a palavra que carateriza e faz parte do vocabulário da banda e dos fãs: “MUH”.
No ano seguinte, o Frantic Flintstones gravou o “Enjoy Yourself” e Chuck se mudou para Alemanha para se casar. Nesse periodo, começou a ficar complicado para Pug ir nos shows, sendo substituído temporariamente por Douggie (Long Tall Texans) e Alan Wilson (Sharks).
Pouco tempo depois do Jamboree, o Frantic gravou o “X-Ray Sessions” e ficou alguns anos sem lançar coisa novas. Retomaram às atividades com o “Speed Kills” (98), “Rock It Boy” (2000), “Too Sweet To Die” (2001) e o “Billy Overdose” (2002), vários desses produzidos por Alan Wilson.
Porém, foi em 2003, com o lançamento de “Champagne For All”, que a banda ressurgiu de vez. Considerado por muitos como o melhor disco psychobilly dos últimos anos e gravado com Fantomas no baixo acústico, Go Go Gomez na guitarra e RockinReject na bateria, o Frantic Flintstones deixa as experimentações e as levadas neo-rockabilly dos últimos albuns de lado pra tocar um psychobilly direto e marcante. Em 2003 também foi lançado uma coleção de Eps, chamada de “The EP Collection”.
Em 2004 lançaram um DVD, “Well Gone in Europe” (gravado em 2003 em Paris) e em 2005 lançaram um disco chamado ‘Legendary Mushroom Sessions’, um registro de uma gravação ocorrida à vários anos atrás.
Em comemoração aos 20 anos de banda, foi lançado o “Frantic Flintstones 20th Anniversary Album” em 2006. Infelizmente, as turnês do Frantic Flintstones desse ano foram canceladas devido à um problema no pulmão de Chuck.
No ano de 2007 foi lançado um mini-álbum chamado “California Earthquake” e um tributo à banda, chamada de ‘Muh to the Muh’, contando com várias bandas do mundo todo (inclusive do brasil) e com uma faixa inédita do próprio Frantic Flintstones. Um tributo nada mais que merecido pra uma banda que lançou tantos discos e que participou de inúmeras coletânias.
Em setembro do mesmo ano, a banda veio pela primeira vez ao Brasil. A tour, chamada “World Doination Muh” passou por São Paulo, Londrina e Curitiba, durante o 13º Psychobilly Festival. A formação constava com Bubble ma guitarra, Cloey no baixo e RReject na bateria. Shows memoráveis não só para o público brasileiro quanto para os próprios integrantes da banda.
O vocalista Chuck ficou maravilhado com o país e decidiu ficar por aqui. Coxinha (ex-Catalépticos, Hillbilly Rawhide, Sick Sick Sinners e etc) foi convidado para entrar na banda e partiram para uma tour Européia, tocando em diversos países. Na volta, Chuck continuou no país e reformulou o FF, apenas com integrantes brasileiros. Além de Coxinha no baixo, Mário Larápio foi para a guitarra, Germano para a bateria e Mark no violino.
Com essa formação tocaram em São Paulo e no Rio e participaram de alguns festivais, como Psycho Carnival 2009, além de lançaram o último registro do Frantic Flintstones até então, “Psycho Samba My Way”. Neste disco, Chuck deixa claro como a cultura brasileira o influênciou, deixando o álbum com um estilo bem brasileiro, onde experimentam até pandeiro! O resultado ficou excelente e o disco é repleto de sons contagiantes e animados, que certamente será lembrado por muitos anos.
Após o Psycho Carnival, Chuck resolveu voltar para Berlin, reformulando mais uma vez o FF, com RockinReject de volta à bateria. Estão em tour novamente pelo velho continente. Com planos de voltar o Brasil periodicamente, Chuck anunciou que a versão brazuca da banda agora consta com um dos melhores guitarristas do país, Preto Aranha, frontman do Brown Vampire Catz.
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bem esse talvez seja meu post mais controverso por aqui, falarei da banda que provavaelmente seja a mais cultuada do genero, mas como sempre ressalto eu nao gosto nem um pouco ainda assim pela importancia desse icone que e uma verdadeira bandeira billy postarei com a maior imparcialidade possivel.estou falando do DEMENTED ARE GO.O embrião do Demented Are Go foi formado em 1982, na capital galesa Cardiff, que fica no sul do País de Gales. O nome da banda veio da frase “Demon Teds Are Go”, uma adaptação ao clássico chavão do desenho Thunderbirds, “Thunderbirds Are Go”.
A banda era desorganizada e sua formação constava com com Mark Phillips, depois conhecido como Sparky, na bateria, Ant Thomas no vocal, e um baixista e guitarrista sem expressões.
Dick, um veterano do punk e dos circuitos de bares da cidade, se juntou à banda no começo de 1983, reformulando a formação, fazendo com que Ant passasse para a bateria e Sparky para os vocais.
Depois de seis semanas ensaiando exaustivamente, aconteceu o primeirom show da banda. Foi no Sea Lion, na cidade de Penarth e o DAG conseguiu de cara boa aceitação. Era uma banda diferenciada das demais que tocaram no mesmo dia, que eram anarquistas, mais ou menos na linha do Crass.
Depois de anos tocando desde em clubes de bingo em Rhondda, à prostíbulos em Hamburgo, foram parar no templo do psychobilly na época, o lendário Klub Foot. Com isso, logo gravaram duas músicas para seu primeiro lançamento em uma compilação de 1984, “Hell Bent On Rockin’”, pela Nervous Records.
Dois anos depois, lançaram seu primeiro álbum, o clássico “In Sickness & In Health”, pela ID Records, o qual foi gravado em menos de 24hrs com 90% das primeiras tomadas, com Ray Thompson no baixo.
No mesmo ano, se mudaram para Londres, numa tentativa de se aproximar de algo como um trabalho fixo. Dick os deixou em 1987 depois de continua frustração com a direção que a banda estava tomando.
Não desencorajado, Lex Luther foi recrutado para substituir Dick. Isso foi seguido pelo segundo disco da banda, “Kicked Out Of Hell”, de 1988. Prontamente iniciaram uma intensa turnê pela Europa, ganhando tanto fãs psychobilly quanto punks. A essa altura, Sparky havia começado a se viciar em drogas e álcool, resultando em diversas mudanças de formação da banda. Reza à lenda que quem itnroduziu Sparky ao mundo das drogas foi Rat, vocalista do Varukers, durante uns dos shows que as bandas fizeram juntos na época.
Em 1989 a banda voltou ao estúdio e começaram a escrever e gravar um EP pela Link Records, “The Day The Earth Spat Blood”, tudo dentro do prazo de 3 dias. A banda viajou em turnê outra vez pela Europa em 1991, e ao mesmo tempo seguiram escrevendo e gravando seu próximo álbum pela Fury Records, “Orgasmic Nightmare”, na estrada.
Continuaram tocando nos mais diversos locais e festivais da Europa. Um segundo álbum pela Fury Records, “Tangenital Madness”, foi gravado em 1993, seguido por duas turnês pelo Japão. A banda se tornou conhecida pelas aparições nuas de Sparky diante das platéias japonesas.
Durante uma tour pela Alemanha na primavera de 1995, a banda se separou devido ao estado mental deteriorado de Sparky. Por nossa sorte durou apenas um ano, com o DAG voltando com uma mudança na formação para lançar o EP “I Wanna See You Bleed!”, pela Hell Razor Records.
Tocaram no costa oeste dos EUA em 1997. Eles passaram, novamente, a se tornarem mais conhecidos pelas performances selvagens no palco, nas quais se incluía simulação de sexo com aspirador de pó.
Em 99, veio mais um full lenght. “Hellucifernation” foi lançado pelo selo Crazy Love. Entretanto, uma turnê européia para o lançamento do álbum foi cancelado devido ao retorno dos problemas mentais de Sparky. Eles cogitaram em se separar, mas foi oferecido a eles o encerramento de um show em New Jersey. Então, decidiram dar uma segunda chance à Sparky. Mal chegando, Sparky já causou problemas no hotel, se transvertendo e usando drogas, e depois botando fogo numa mata cercada. Depois da checagem de som, a banda foi a um shopping, onde Sparky beliscou a bunda de uma garota, o que coincidiu com o fato de ela ter somente 16 anos. Então, ele foi preso sob a acusação de molestar uma menor de idade. Incapaz de pagar a fiança de 60 mil dólares, o resto da banda o abandonou e voltou para a Inglaterra.
Depois de um mês na cadeia e uma multa de 100 dólares, Sparky retornou à Inglaterra, onde o Demented Are Go passou por inúmeras mudanças. A banda passou por um período de estabilidade, com Lex Luther se reencontrando com o grupo, junto com Criss Damage e Paul “Choppy” Lambourne no baixo acústico.
Com essa formação fizeram duas turnês pelos EUA e gravaram um disco ao vivo (com Kelvin Klump substituindo Choppy no baixo), “Live At The Galaxy”, pela Crazy Love Records, junto também, com muitas participações em festivais europeus.
Entretanto, no verão de 2003. Sparky foi preso diversas vezes na estrada, resultando em mais mudanças na formação. A banda continuou em turnê, incluindo uma tour japonesa bem sucedida, e outra pelos EUA liderada por Sparky e os queridinhos da cena psychobilly, Strangy (baixo acústico) e Doyle (guitarra), até setembro de 2005, e então, outra separação.
Após um mês de hiato, um novo álbum, “Hellbilly Storm”, foi lançando sob um selo alemão, People Like You Records. A formação nessa gravação contava com Sparky, Strangy, Doyle, Criss Damage, Stan, Lex Luther e os convidados especiais Charlie Harper (UK Subs) e Country Woman.
No começo da “2006 U.S. Tour”, Sparky foi detido novamente pelas autoridades de imigração dos EUA devido ao seu histórico criminal, e foi mandado de volta à Inglaterra, cancelando a turnê americana.
Em maio do mesmo ano, um show histórico em terras brasileiras. O Demented Are Go foi o headliner do festival “Jungle Nightmare”, realizado no Hangar 110, em São Paulo. Além deles, vieram os franceses do Monster Klub, fazendo um show sensacional. Completaram o lineup as nacionais Kães Vadius, Brown Vampire Catz, Ovos Presley, Sick Sick Sinners, Voodoo Stompers, Henry Paul Trio, Scray Scums e Rising Scum.
O DAG fez um show surpreendentemente insano e com certeza está na no topo dos melhores shows já vistos por aqui. Sparky, pra variar, deu trabalho na cidade de São Paulo. Além de andar de skate sozinho pela cidade, interagiu com meninos de rua e deu brecha com traficantes, fazendo com que apanhasse e fosse internado. Assim como Chuck do Frantic Flintstones, adorou o país e até pretendia ficar por aqui.
Desde então, mesmo com vários contratempos e pausas, o DAG segue com seus shows, sem previsão de um novo lançamento e a formação atual consta com Sparky nos vocais, Stan guitarra, Grischa baixo e Ant na bateria.
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dando continuidade falo agora do gazmen O Gazmen foi formado nada menos por Gary ‘Gaz’ Day, considerado por muitos como um dos melhores baixistas não só da cena como do mundo. Gary já colaborou com diversas bandas, como Nitros, Frantic Flitstones, Caravans, Sharks, Empress Of Fur e até Morrissey, frontman do Smiths.
O resto da banda é composta basicamente pelos caras do Sharks mais o guitarrista Alain Whyte, que tocou com Gary Day no Morrissey. Eles tocam um neo-rockabilly/psychobilly bem tradicional, na linha do próprio Sharks e as vezes lembrando Meteors no começo.
Lançaram apenas este ep em 96, chamado “Rigormortis Rock”. A faixa-título foi escrita por Alan Wilson e lançada pela primeira vez junto à banda The Space Cadets (não confundir com a que o Mark Harman tocou), em 84, na coletânea “Hell’s Bent On Rocking”, da Nervous. Alguns sons do play foram escritos enquanto Gary Day estava no Sharks e outros gravados mas nunca lançados.
Pouco tempo depois, o line-up teve mudança: entrou Pug (Frantic Flintstones) e Stuart (Guana Batz).
Em 2000, este ep foi re-lançado em CD pelo selo americano Rock It, mas atualmente está fora de catálogo. Além disto, as quatro músicas saíram alguns anos atrás na coletânea “Rockin’ With Morrissey’s Side-Men”, que não é nada mais nada menos que uma compilição de músicas do pessoal que já tocou com o Morrissey, como Boz Boorer (Polecats, Deltas, Frantix), Alain Whyte (Gazmen e bandas obscuras de rockabilly), Johnny Bridgewood (Stringrays) e o já citado Gary Day.
Ano passado, Alan Wilson achou algumas demos perdidas do Gazmen, Sharks e do FF na fase X-Ray Sessions, e pretente lançar assim que possível todo esse material em conjunto com a Raucous e seu selo Western Star.
Pra quem gosta de Sharks e neo, é uma boa pedida
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outra banda billy de destaque pelo menos para mim e o torment. Uma das mais originais e inventivas bandas dos anos 80, o Torment se destacou com sua sonoridade singular em relação as bandas da época e é cultuada até hoje por psychos do mundo inteiro.
Com o trágico suicídio do vocalista e líder Simon Brand, a banda cessou suas atividades de vez em 1994. Leia mais sobre eles no texto a seguir retirado do site alemão Oldschool Psychobilly:
O Torment foi formado pelo ex-Frenzy Simon Brand (vocal e guitarra) e Kevin Haynes (bateria) no final de 1985 em Bristol – Inglaterra. Nos primórdios a banda tinha como baixista Sean Holder.
Em 1986 a banda começou a ganhar reconhecimento, e uma fita demo foi gravada e entregue à Roy Williams, da Nervous Records (a maior gravadora de psychobilly e neo-rockabilly da época) que mostrou interesse em lançar algo do Torment.
Pouco depois, Sean Holder deixa o baixo para a entrada de um velho amigo de Simon Brand, Simon Crowfoot, e logo começaram a fazer vários shows.
Na primavera de 86 o Torment grava duas músicas para a coletânea Zorch Factor e mais três para a coletânea Stomping At The Klub Foot, no mesmo ano ainda lançam o Ep Mystery Men e, mais tarde, ainda em 86, o primeiro álbum completo e um petardo, Psyclops Carnival.
Após uma grande tour européia para promover o disco, em 87 entram em estúdio para a gravação de Three’s a Crowd, com a produção do frontman do Frenzy, Steve Whitehouse, e do próprio Simon Brand.
A essa altura já considerada uma das mais conhecidas bandas do gênero e com shows freqüentes no Klub Foot, gravam em 89 o álbum Round The World, que é um tanto diferente para o padrão de som do grupo, músicas como a versão a capella de “Twently Fight Rock” do Eddie Cochran e a melancólica balada “Hideway” marcam o mais estranho trabalho da banda.
Em 1990 lançam o último disco da banda, Hipnosis, com a produção de Pete Gage, que já havia trabalhado com bandas como Restless e Screamin’ Lord Stuch, dessa vez com uma sonoridade muito mais psychobilly que o disco anterior, e com ótimas músicas como “Worse And Worse”, “Psyclone Joe” e “Don’t Despair”.
Em 91, após conhecer uma garota holandesa, Simon Crowfoot abandona a banda para a entrada de Vince Mildren, e é feita mais uma tour por todo o continente europeu.
Finalmente em 1993 a banda suspende as atividades por problemas pessoais de Simon Brand ligados a sua ex-esposa, e o mesmo se para Vermont (EUA). Mas logo no ano seguinte volta para a Inglatera afim de retomar seu casamento e ainda faz planos para um provável retorno da banda com Kevin Haynes.
O possível retorno com sua ex-mulher não deu certo e então a própria família de Simon Brand o interna em um hospital por problemas graves de depressão, pouco tempo depois Simon Brand comete suicídio por enforcamento, colocando um fim definitivo na tragetória da banda.
Kevin Haynes que era designer das capas da Nervous Records nos anos 80 ainda mora em Bristol, já Simon Crowfoot atualmente mora na Nova Zelândia.
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outra banda naqual eu gosto muito,loosenoose.
Depois de muito esperado, finalmente é lançado o album do Loosenosse, o projeto conta com nada mais, nada menos que Mark Harman na guitarra e vocal, Jeff Bayley no baixo e Mark Simpson na bateria. Mas se você espera um Neo-Rockabilly no melhor estilo Restless não o terá, e sim um Rockabilly diferente, com bastante influência de Boogie Woogie e Stomping Country, mas claro, tudo isso no melhor estilo Mark Harman. Algumas músicas chegam à lembrar seus discos solos, em especial o “This ‘N’ That” lançado em 1995.
O album contém 20 músicas e foi lançado em 2008 pela Crazy Love Records, acredito que seja mais músicas num disco do que a maioria das bandas tem lançado ultimamente, e todas de autoria de Mark. Lançaram também em 2008 um EP com apenas 4 músicas, uma edição limitada de 500 cópias especialmente para a tour no Japão.
o disco reúne muito bem os gêneros Rockabilly, Country, Rock e Jazz o que pode agradar muitas pessoas que gostam de rock independentemente do estilo, com o objetivo específico de criar uma experiência inesquecível para todos, seja vivo ou em disco. Nenhum deles é músico de primeira viagem, todos com vasta experiência, inclusive Mark e Jeff se conhecem desde a época de escola, e já tocaram inúmeras vezes juntos, inclusive com Jeff substituindo Paul Harman no Restless no período de 84 até 88.
Sem dúvida um album que merece a atenção de todos que gostem de Rock e claro, ainda mais para aqueles que acompanham o Restless. Uma banda que foi reconhecida no mundo todo pelo Neo-Rockabilly inovar novamente após 30 anos, merece respeito e admiração. A banda tocou muito em diversos festivais, inclusive n uma tour no Japão, e por onde passam levam o lugar abaixo com a energia que só alguns conseguem passar num show, e este é o caso do Loosenoose.
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vou falar agora sobre outra banda que é uma das minhas preferidas, The Nitros.
Acredito que a banda seja lembrada sempre por ter um dos guitarristas mais virtuosos e talentosos do Rockabilly, mesmo que não tão conhecido como Brian Setzer, Mark Harman, Darrel Higham, entre outros… John O’Malley é tão bom quanto esses nomes. Como sabemos, o Rockabilly já é uma mistura de estilos por nascença, e a maneira que seus músicos tocam não é diferente, perceptível principalmente pelas guitarras, uns com uma tendência mais Country/Hillbilly e outros mais Blues, John O’Malley nos remete à grandes guitarristas Jazzísticos, tanto pelos solos rápidos e precisos, quanto pelas notas menores com 6º maior, o que torna a sonoridade mais Jazzy.
A banda foi formada em meados de 1984, quando o baixista Mark Swain e seu primo, o baterista Jon Attril, publicaram um anúncio na revista Inglesa, “Melody Maker” procurando um guitarrista Rockabilly, e John O’Malley respondeu à este anuncio e foi fazer um teste. O ensaio ocorreu na casa de Mark que ficava em Totteham, norte de Londres. John tocava em bandas desde os 12 anos de idade, mas aos 15, esta seria sua primeira banda Rockabilly com um baixo acústico.
Logo no começo do Nitros, John O’Malley só tocava guitarra, ficando à cargo de um quarto membro fazer o vocal, ele se chamava Gary Pudney, porém com pouco tempo de banda, Gary sai da banda e forma o Griswalds (Lançaram um EP pela Raucous e um disco pela Nervous, mas esta é outra história). Gary cantava de uma maneira que não combinava com o som que o Nitros estava querendo fazer, talvez para Psychobilly a voz dele fosse mais adequada, mas longe de ser para o estilo que eles procuravam, algo mais próximo de Restless e Blue Cats.
Então como um trio, com John assumindo os vocais, eles gravaram em 1987, a música “Destruction Road” para a coletânea “I Love My Car” lançada pela Fury Records e as músicas “Taxi Cab” e “Echoes Of Love” para a coletânea “Katz Keep Rocking Vol1 e Vol2” pela Link Records, que saíram respectivamente em 1988 e 1989.
Ainda em 1988, a capacidade de escreverem com critividade suas músicas, rendeu-lhes um mini-LP intitulado “Nightshades”, misturando um Rockabilly rápido com riffs criativos e com fortes influências de Jazz de O’Malley’s, assim como um baixo marcante com slaps fortes. Um álbum de apenas 8 músicas, mas que é uma verdadeira obra-prima do Neo Rockabilly.
Mesmo depois de grandes apresentações e o lançamento de “Nightshades”, infelizmente esse line-up não durou muito tempo, e a banda se separou no final dos anos 80, devido à alguns problemas pessoais de John e à medida que a banda decaia, Mark começou a perder o interesse. Depois de um tempo, Mark formou a banda “The Shocking Truth”, um pornobilly como eles gostam de chamar.
Felizmente John conseguiu continuar a banda, dessa vez com o excelente baixista Gary Day e o baterista Rich Taylor. Gary já era conhecido na cena Rockabilly e Psychobilly por ter tocado com bandas como The Mysterons e Frantic Flintstones. Começava uma abordagem nova do Nitros, com Rich e Gary já sendo da cena, a atmosfera da banda era melhor, segundo John, tudo era mais divertido e fácil de se fazer. Gary, além de ser um excelente baixista, estava muito entusiasmado para tocar o que tinham proposto e era ótimo para a banda.
Eles fecharam com o “Sam Phillips do Neo Rockabilly”, Roy Williams da Nervous Records, e foram para o estúdio gravar o segundo álbum do Nitros, “Stompin’ Beat”. Lançado em 1990, este álbum chega ser melhor que o anterior, seguindo a linha de Rockabilly rápido e com excelentes canções, e em particular as músicas “Devil’s Ship” e “Swingsville” demonstram o quanto O’Malley é um dos melhores (e não reconhecido) guitarristas da cena, demonstrando diversas influências, mas mantendo seu estilo Jazzy.
John comenta: “Eu sempre gostei de Brian Setzer, ele é ótimo. Eu comecei a gostar de todos os guitarristas de rock’n’roll, como Cliff Gallup, Franny Beecher, Danny Cedrone e Scotty Moore, eles ainda hoje soam bem. À medida que envelheço meus gostos vão se ampliando, ouço muito Django, Oscar Moore e Danny Gatton para tentar pegar algo desses estilos. Mas meu herói é Jimmy Bryant, sua guitarra soava tão rápida e limpa, absolutamente incrível sem dúvida.”
“Stompin’ Beat” conta com três excelentes versões, “I’ll Cry Instead” dos Beatles, “Crazy Little Thing Called Love” do Queen e “Rockin’ All Night” do Polecats. Embora o resultado do disco tenha sido ótimo, as sessões de gravações não foram tão fáceis, “Stompin’ Beat” foi um pesadelo, o engenheiro de som estava “bem loco” a maior parte do tempo e não podia fazer as coisas que eles queriam, então tiveram de chamar Pete Gage que assumiu e mixou o álbum, salvando o álbum.
Ainda no ano de 1990, Gary voltou para o Frantic Flintstones e levou com ele Rich Taylor. Juntos eles gravaram o disco “Cuttin A Fine Line” lançado pela Rumble Records e em 1993 gravariam o disco “Jamboree” pela Anagram. Durante as sessões de gravações de “Jamboree” produzido por Alan Wilson (Sharks), Gary sugeriu uma volta do The Sharks. Alan gostou da idéia e com Gary no baixo eles gravaram “Recreational Killer” em 1993. Gary já tocava com o popstar Morrissey desde 1991 permanecendo no grupo até 1994, e voltando em 1999 para uma tour do Morrissey chamada “Oye Esteban!” ficando até 2006, quando saiu para outros projetos.
Por volta de 1991, John O’Malley foi membro da banda “Rabbit Action”, com Phil Connor um amigo de John desde o começo do Nitros, e vocalista do Skitzo, Mick Wigfall no baixo e Paul Moxon na bateria. A banda durou pouco tempo e acabou sem grandes realizações.
Em 1993, mesmo com Gary em várias bandas e projetos, o Nitros gravou e lançou seu terceiro álbum, “Something’s Gotta Give”, lançado pelo selo de Gary Day Rockout, que infelizmente durou pouco tempo. Outro álbum muito bom, este com Boz Boorer (que tocou no Polecats e tocava no Morrissey junto com Gary desde 1991) como produtor, entre outras pessoas. O álbum só traz composições próprias, com a exceção de “All I Can Do Is Cry” de Wayne Walker e “Big Sandy” de Bobby Roberts.
Neste álbum temos também um cantor convidado, Chris Harvey, que ficou com a banda por cerca de 6 meses, saiu por não se encaixar no senso de humor da banda.
Os caras conheceram Colbert Hamilton trabalhando num mercado em Kensington. Eles já tinham visto uma apresentação de Colbert antes e sabiam que ele era muito bom, com ótima presença de palco, o que tornou-se marca registrada em seus shows.
Gravaram dois discos, “Still Taggin’ Alone” em 1993 e “Wild at Heart” em 1994, fizeram uma grande tour de sucesso no Japão. Hoje ele é conhecido como Black Elvis, e trabalha como cover do rei.
Embora a banda não tenha acabado oficialmente, os membros se envolveram em outros projetos, impossibilitando dar continuidade e atenção à esta excelente banda. Gary Day se dedicou ao seu trabalho com o Morrisey e gravou um disco solo chamado de Gazmen, junto com Alan Wilson, Boz Boorer e Alain Whyte, os dois últimos guitarristas do Morrissey. Depois disso se envolveu em outros projetos de menos repercussão.
John O’Malley se juntou à banda Good Rockin’ Tonight gravando vários albuns e fazendo grandes turnês, e formou o trio Poker Dots em 2002, com Zac Zdravkovic and Spencer Lingwood, ambos tocam com ele no Good Rockin’ Tonight. O Poker Dots é uma banda inspirada em Platters, Crew Cuts com uma mistura de Nat King Cole, eles gravaram um álbum que saiu em vinil no Japão.
Sem dúvida uma banda obrigatória para todo admirador de Neo-Rockabilly, com certeza quem ouvir irá se impressionar com a técnica de John e as qualidades das músicas, e parando para pensar, a maioria do material gravado pelo Nitros (com exceção do Nightshades), foi num curto espaço de tempo, com os membros se dedicando à outros grandes projetos e shows.
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quero aproveitar esse post para explicar a ausencia de uma grande banda por aqui, .o R
estless, pois por seu uma das melhores se nao a melhor do genero na inglaterra, e ja bastante conhecida, resolvi nao postar pois seja la o que eu escreva, seria chover no molhado, porem para nao passar completamente em branc,o postarei algo sobre ben cooper.Ben Cooper é conhecido como fundador e baterista de uma das mais (senão a mais) importante banda de Neo Rockabilly da Inglaterra, o Restless.
Ben começou a tocando bateria no Restless no final dos anos 70, fazendo grande sucesso com a banda na década de 80. Chegou a tocar com outras importantes bandas do estilo como Sharks, Frenzy, Headrush e Hotdoggin’, esta última ainda na ativa com Ben na bateria.
Apesar de grande quantidade de músicas do Restless já ter Cooper como compositor, somente em 2008 ele lançou seu álbum solo intitulado apenas de “ROCKIN’”, lançado pela Cherry Red Records. O disco demorou muito tempo para ser gravado e as coisas foram feitas sem a mínima pressa, já que Ben estava ocupado com sua outra banda, as músicas aos poucos foram sendo divulgadas seu myspace. Devido a boa reação do público ele resolveu tocar seu projeto, como Ben Cooper Trio, que conta com Ben Cooper na guitarra e vocais, Mark Palmer no Baixo e Russell Lax na Bateria. Apesar dos músicos, Ben toca todos os instrumentos em todas as músicas do álbum.
O grupo tocou por boa parte da Europa incluindo países como Ucrânia e Holanda, e continuam fazendo algumas apresentações mesmo que com menor frequência.
E como parece costume comentar sobre projeto dos ex-Restless, para quem espera músicas similares ao do grupo é bom não se empolgar demais. Apesar de haver algumas canções que nos lembrem, ainda que vagamente, o disco trás boas composições próprias como já é de se esperar, mas com o multi-instrumentista viajando entre diversos estilos em especial Blues e Country.
Sem dúvida um álbum interessante de se conhecer, não só devido a história que o músico ajudou a criar, mas também, com a que continua criando.
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falarei agora do STAGE FRITE
Formado em East Anglia na Inglaterra em 1988 por Clive Pechard no baixão e vocal, Dave Rounce na guitarra e Stevie Death na bateria.
Fazendo aquele som já bem conhecido para os ouvintes do estilo,
psychobilly old school flertando com o neo-rockabilly. Já começaram abrindo para bandas como Frantic Flintstones, Griswalds e Skitzo. Chuck Harvey ou Chuck Flintstone, vocal do Frantic Flintstones trabalhava como um “caça talentos” da Link Records, até então um
selo mais voltado ao punk rock, que começava a abrir portas para bandas de psychobilly. O Stage Frite chamou a atenção de Chuck que arrumou para eles gravarem duas musicas numa coletanea da Link “Kats Keep Rockin“. A popularidade da banda foi crescendo no meio e em agosto de 1989 a Link Records propos aos rapazes do Stage Frite gravar um full album.
As 12 faixas do LP foram gravadas em apenas 3 dias, em meio a fortes sessões de drogas, o resultado de tamanha junkisse pode ser conferida na faixa 12 do play ;D.
O album vendeu bem e chegou até a ficar em 4º lugar na parada independente francesa, pouco depois mais um convite da link records, gravar mais algumas faixas para a coletanea “Live At the Take Two“. Após isso cada membro da banda seguiu seu caminho, tomando rumos diferentes em suas vidas musicas, e a banda acabou na primavera de 1991.
Após o Stage Frite, Dave Rounce entrou para a banda de neo-rockabilly Roswell Invaders. Stevie tocou com a banda punk Vomiting Pigs e atualmente com a banda de hardcore Snuff Movie Stars. Clive atualmente toca baixo com a The East Coast Bluegrass Band, e até mesmo chegou a tocar baixo no Frantic Flintstones, junto com o amigo Chuck Harvey.
O play foi relançado em cd em 2006 pela Anagram (ou Cherry Red Records) com 6 faixas bonus, 2 ao vivo e 4 de demos.
Nunca que o Stage Frite vai ser uma banda obrigatória para os ouvintes de psychobilly, as músicas proprias são bem legais mas as covers (ou versões) poderiam ser mais bem selecionadas, muita mesmisse, musicas que todas as bandas tocam e que não mereciam ter sido gravadas em um play, tal como Bad Moon Rising, Slippin In, Lets Play House e Long Blond Hair, isso faz com que caia um pouco a qualidade do trabalho da banda (Bom, essa é minha opnião, ele ali já tem outra opnião).
Para ouvintes mais acostumados com a sonoridade do psychobilly, novatos passem longe.
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outra banda daqual eu curto bastante e o TAILGATORS mais uma daquela safra que só lançou um disco…
O Tailgators foi formado na Inglatera, em meados dos anos 80, durante o boom do Psychobilly Europeu.
Informações sobre a banda são praticamente nulas, a não ser que foi formada na cidade Shropshire pelos membros Elv (guitarra), Dave ‘Chopper’ Kelsall (bateria), Tigger (vocal) e Baldy, baixista original que posterioalmente foi substituido por Kev ‘Mass’ Massey.
O primeiro – e único – disco do Tailgators saiu em 1990 pela extinta Link Records e só foi relançado em cd no ano de 2007, via Anagram, tendo como bonus faixas raras e versões ao vivo.
Um disco bem legal, que, mesmo contendo várias covers (as típicas ’20 Flight Rock’, ‘Tainted Love’, ‘Shoud I Stay Or Should I Go’) tem suas qualidades, mesmo soando parecido com várias bandas da época. Particularmente destaco “Johnny Six String”, “Private Dick” e “Bought You Diamonds”.
Fora o disco, a banda participou de álgumas coletaneas sem muita expressão e do clássico festival “Night Of The Long Knives”, ao lado de várias bandas clássicas, que posteriormente foi registrado em dvd,
Mais do menos dos anos 80? Sim, e daí? De qualquer forma não deixa de ser uma banda legal e mais uma cria interessante da época mais próspera da história do Psychobilly.
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agora e a vez do cenario billy U.K. e para abrir a serie, começo pelo GRISWALDS. Formados originalmente na Inglaterra em 1987 em meio ao booom do psychobilly europeu, após seu vocalista Gary deixar o Nitros (sim! esse mesmo Nitros que depois contaria com Gary Day no baixo) por talvez querer tocar um som mais psychobilly. Junto com outros 3 amigos Jason Barnham, Jason Loadsman e o primeiro baixista do Frantic Flintstones, Clive Howling, o nome é uma referencia ao filme “Férias Frustadas”, que tinha como protagonistas a família Griswold. Pouco depois, já com algum reconhecimento e um contrato com a Raucous Records, que já havia lançado o grupo em coletaneas como Psycho Tendencies e Gypsy Girl, lançam em 1988 o EP 7” “Do The Hucklebuck”, com 4 sons. Não se deixem enganar pela capa, esse EP não foi gravado com baixo acustico! Ele é todo com baixo elétrico.
Eu pessoalmente acho esse EP sem graça frente ao ótimo full album que estava por vir. “Who Framed The Griswalds” que foi lançado em 1989 pelo selo tambem ingles Nervous Records de Roy Williams, que aparentemente conseguiu a simpatia da banda após arrumar uma tour européia deles junto ao Torment. O album todo é uma coisa aparte, da arte as musicas. A capa é sensacional, com Roger Rabbit topetudo (sim! esse mesmo Roger Rabbit) metendo bala no pobre Baby Herman (tambem topetudo), o titulo do album tambem é uma referencia ao filme, que originalmente se chama “Who Framed Roger Rabbit”. É dificil dizer qual musica eu gosto mais desse play… mas para citar os pontos altos cito Fright Night, Stop Jump About, Surfin for a Blonde, Nighthwak, Tiger Feet, Whos Crying Now e a sensacional versão do Housemartins, Happy Hour. Do jeito que o psychobilly de verdade dos anos 80 era feito, sem heavy metal, sem distorções exageradas, sem berros guturais, um som divertido, rockabilly tocado rapido com influencia punk, sem muitas complicações.
, reparem no baixo desse disco, ele é muito trabalhado e muito legal! Bem acima da média para a época.
Pouco após o lançamento do album o Griswalds (sem muita explicação) acabou. Deixou, alem das participações em coletaneas, o EP e o LP, a gravação em video da música “Happy Hour” do histórico video da “Nigh Of The Long Knifes”, atualmente lançado pela cherry red no dvd “Psycho Attack” (que vem juntamente com o “Psycho Attack over the Charlotte Club). Video básico para aqueles que querem conhecer mais sobre psychobilly. O album “Who Framed The Griswalds” teve uma reedição lançada no ano 2000 em cd, com o EP de bonus. Em 2001 foi lançado o LP novamente (dessa vez sem bonus) no formato picture disc, pelo selo alemão Crazy Love Records.
Quase 20 anos após o fim da banda Gary Griswald voltou com a banda, agora usando como “banda suporte” os holandeses do Body Bags, e rolou até show no Brasil no psycho carnival de 2011! Segundo o próprio Griswalds o novo album está quase pronto (eles já tocam algumas novas nos shows), agora é esperar pra ver. Após ver o show posso dizer que o Griswalds está mais vivo que nunca, alias, se voce não conhece Griswalds e quer ser psychobilly escute agora ou raspe seu topete para sempre.
Curiosidades:
- Quem deu a ídeia do desenho da capa do disco foi a própria mãe de Gary Griswald!
- No meio tempo entre o fim da banda e a volta dela, Gary Griswald tocou guitarra na banda de ska 2 tone inglesa Bad Manners.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
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finalizando o cenario billy italiano falarei do BOPPIN’ KIDS
Banda italiana iniciada em 1984 por três amigos adolescantes e fãs de Rockabilly.
Após alguns shows em festas e escolas, em 86, assinaram um contrato com a Polygram para a gravação do primeiro álbum, “Go Wild”. O talento do grupo, impulsionado pela cover de ‘Tainted Love’, logo chamou bastante atenção da mídia local, inclusive de revistas e canais de TV, difundindo rapidamente o sucesso da banda. Atraíam desde fãs de hardcore a rock n roll e possuiam os mais diversificados e fiéis tipos de fãs.
Os shows da banda eram tão salvagens, crus e chocantes na época que eram comparados com terremotos. Tocavam versões furiosas de Johnny Cash, Curtis Gordon, Sonics, Hasin Adkins, Meteors entre outros, misturando rockabilly, psychobilly, goth, punk, surf e garage num caldeirão só.
Nos anos 80, o clima de revival do rockabilly ajudou a impulsionar a fama do Boppin’ Kids, realizando mais de 200 shows por ano, transformando a banda num grande sucesso.
Em 87 lançaram o ep “Still Rockin”, sucedido em 89 pelo álbum “Just For Fun”, possibilitando distribuição por toda a Europa e Japão. Logo após, o Stray Cats fez sua primeira tour na Itália, convidando ninguém menos que o próprio Boppin’ Kids e o Guana Batz para abrir os shows. Durante o ano seguinte, tocou com os mais variados e famosos grupos de rock, como o Cramps, Meteors, Pogues e até mesmo Violent Femmes e Mano Negra.
Em 1991, após sete anos tocando sem parar e excursionando por toda a Europa, os três garotos decidiram encerrar as atividades. Boppin’ Orazio Grillo, fundador da banda, iniciou uma carreira solo como músico e produtor.
Passados 17 anos, mais precisamente em fevereiro de 2008, afastado por quase 20 anos da cena, o BK decidiu que era momento de voltar, com um novo baixista e produzindo um novo disco (que quando sair logicamente postaremos aqui), chamado “Last Train To Hell”. Estão com vários shows marcados e inclusive tocaram em um dos maiores festiveis de psychobilly do mundo, em Pineda del Mar, antigo Calella e, por incrível que pareca, mais alguns shows com o Stray Cats.
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destacarei agora dois expoentes do cenario billy do pais mais belo desse universo se vc pensou na italia acerou de primeira. pois bem primeiro falarei de THE DI MAGGIO BROS.É impossível comentar sobre o DI MAGGIO BROS., sem falar do excelente guitarrista e vocalista MARCO DI MAGGIO, reconhecido por ser um dos melhores guitarristas do mundo, com uma formação musical abrangente que vai desde o Rockabilly, passando por Swing, Hillbilly, Surf music e muitos outros. Seu jeito único e inovador de tocar, o permitiu fazer apresentações para os mais diversos públicos, agradando desde Rockers à Headbangers, músicos de Jazz à aos admiradores de Rock alternativo. Se apresentando em importantíssimos festivais internacionais como: VIVA LAS VEGAS 2000, 2001 (EUA), GRAND OLE OPRY 2001 (USA), JACKSON R’N’R FEST 2000 (EUA), GREEN BAY ‘50’s FEST 2002 (USA), THE ROCKABILLY RAVE ’98, 2001 (Inglaterra), THE EDDIE COCHRAN WEEKEND ’99, 2001, 2003, 2004, 2006 (Inglaterra), MUNCHEN R’N’R FEST 2002 (Dinamarca), THE SUMMER JAMBOREE 2002, 2006 (Itália) e muitos outros de mesma importância. Marco também coleciona participações e “jam sessions” com lendas do rock como: TERRY WILLIAMS (DIRE STRAITS), D.J. FONTANA e SCOTTY MOORE (respectivamente Baterista e Guitarrista de ELVIS PRESLEY), LINDA GAIL LEWIS (Irmã de JERRY LEE LEWIS), ROBERT GORDON, BILLY LEE RILEY, BLUE CAPS (de GENE VINCENT), que são apenas alguns da extensa lista de mais de 50 artistas importantes com quem o músico já se apresentou.
Ele gravou 8 discos oficiais em sua carreira, uma vídeo-aula de guitarra, escrevia matérias para uma importante revista de guitarra chamada “Guitar Club” e participou de mais de 35 coletâneas internacionais. Além de entrevistado por importantes canais de TV como a BBC da Inglaterra, em 1999 começou um trabalho compondo para trilhas sonoras e muitas de suas composições foram escolhidas para participarem de trilhas de filmes e seriados pelo mundo, incluindo a famosa série Friends.
Atualmente MARCO DI MAGGIO trabalha em 4 projetos: The DI MAGGIO CONNECTION, The DI MAGGIO BROS., The THUNDER TWINS e MARCO DI MAGGIO & SUE MORENO, e recentemente foi selecionado como “Endorser” pela prestigiada marca de guitarra GRETSCH, assim como “Endorser” europeu para a marca de cordas ELIXIR.
A História de Marco é muito grande e envolve grandes projetos como DI MAGGIO CONNECTION e álbuns solos, por este motivo deixarei para posts futuros a história dele, que justifica (e muito) o grande intervalo entre os álbuns do DI MAGGIO BROS.
O DI MAGGIO BROS. nasceu Florença na Itália em 1997 graças ao grande amor pelo Hillbilly, Rockabilly e Western Swing dos irmãos Marco e Massimo Di Maggio, e do amigo Sasso Battaglia. Depois de rodarem toda Itália fazendo shows, eles decidiram gravar o seu primeiro disco, foi então que durante as sessões de gravação, Marco Di Maggio enviou uma demo para Bob Timmers (Presidente do Hall Of Fame Rockabilly) que depois de ouvi-la, chamou Marco oferecendo-se para produzir o primeiro álbum da banda: “Rockabilly Up From The Boots” que foi lançado durante o Verão 1998 pela gravadora de Bob Timmers, “Rockabilly Hall of Fame Records”. Recebendo ótimas críticas da imprensa internacional, devido sua mistura de Rockabilly tradicional, Country e Western Swing, inspirado no melhor da Sun Records e pelo estilo dos EVERLY BROTHERS, o álbum traz ótimas composições próprias além de excelentes versões (arrisco-me a dizer que algumas até melhores que as originais) como: “Little Cabin on the Hill”, “King Creole”, “I don’t care if the sun don’t shine” e “I’m Counting on You” do ELVIS PRESLEY, “Every Breath You Take”do the POLICE e “Walk of Life” do DIRE STRAITS.
O Di Maggio Bros. logo se tornou uma realidade na cena Rockabilly/Country mundial sendo convidados para diversas apresentações e participações em grandes festivais como: The Rockabilly Rave, D’El Toro Records Meeting, The Eddie Cochran Weekend dentre outros. Além de importantes gigs, eles apareceram em diversas coletâneas do mundo todo como “Cash On Delivery” (tributo a JOHNNY CASH) com várias estrelas do country americano contribuindo com a música “Hey Porter”, a coletânea americana “Hepcat Compilation” com a música: “Little Cabin on The Hill” e a coleta “Rockabilly Hall of Fame Vol. 2″ com “The Cream of the Crop” e a versão de “King Creole” do ELVIS. Excursionando pelo mundo, passando por USA, UK, Holanda, Espanha, Suíça, Alemanha e muitos mais, o álbum “Rockabilly Up From The Boots” tornou-se um “best-seller” do Hall Of Fame Rockabilly, chegando à serem comparados aos STRAY CATS por Bob Timmers.
Rockabilly Hall Of Fame
Em 2001, depois de fazerem turnê por toda Europa e o baixista Matteo Giannetti sendo substituído por Sasso Battaglia, os irmãos entraram em estúdio para gravar seu segundo álbum “At Full Speed” que sairia em 2002 já pela gravadora Alemã Vampirella Records. Este seguindo a mesma linha do primeiro com composições próprias e algumas versões como: “All By Myself” de JOHNNY BURNETTE, “I Got know” e “I ‘m gonna sit right down and cry over you” e a lenta “I Will be Home Again” todas de ELVIS além de uma versão Hillbilly de “Over The Rainbow” grande sucesso do final da década de 30, coverizada por muitos artistas. Fazendo diversos shows internacionais e sendo também banda de apoio de várias lendas do Rockabilly durante 2002, em julho do mesmo ano eles voltaram a se apresentar no “ROCKIN’’ 50′s FEST” em Green Bay, considerado pela imprensa internacional o evento do século, afinal, mais de 100 bandas envolvidas no festival e o DI MAGGIO BROS. era a única banda Italiana nele. Fizeram um excelente show agradando ao público com músicas que vão do Western Swing / Hillbilly ao Rockabilly mais tradicional, com fortes harmonias vocais, poderosos “slaps” no baixo e uma técnica de palhetada na guitarra de dar inveja à qualquer guitarrista. Já nessa época o grupo utilizava em algumas apresentações o baterista Marco Barsanti que participaria de algumas faixas do 3º álbum da banda “When I Hit My Stride”.
Em 2006 Depois de alguns problemas com a antiga gravadora da banda (a alemã Vampirella) o DI MAGGIO BROS. entra em estúdio para lançar seu tão esperado novo álbum lançado apenas em 2007 agora pela gravadora Area Pirata Produzioni, o álbum enfatiza ainda mais a personalidade e maturidade da banda pela experiência de mais de 700 apresentações em todo o mundo, iniciando o álbum com uma versão Hillbilly (inusitada) do clássico dos anos 70 “Born to Be Alive” de PATRICK HERNANDEZ (que mais tarde o Nekromantix faria uma versão da mesma música não tão bem sucedida quanto ao do D.M.B.), seguindo com canções próprias e outras versões de clássicos como “I Walk the line” de JOHNNY CASH, “If You Want Me To” de GEORGE HAMILTON IV, “Raining in My Heart” grande sucesso de BUDDY HOLLY e a versão “I Got Stung” de ELVIS PRESLEY.
Atualmente a banda toca pouco, fazendo algumas poucas apresentações pela Itália, e alguns festivais maiores pela Europa, mas continua sendo uma das mais importantes referências na cena Rockabilly Européia e um grupo indispensável para qualquer um que aprecie o Rockabilly muito bem executado.
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uma das mais conhecidas e cultuadas bandas nao somente da holanda mais do cena
rio em geral e o batmobile.Foi ainda nos anos de colégio que os até então jovens colegas de sala Jeroen Haamers (guitarra e vocal) e Johnny Zuidhof (bateria) tiveram a idéia de montar a banda Batmobile, em 1983, completando sua formação com o baixista Eric Haamers, irmão de Jeroen, essa formação é mantida até os dias de hoje.
Na época eles eram os únicos rockers da cidade e adotaram este estilo musical, porém tocado de forma mais rápida e selvagem, configurando um estilo próprio.
No início, a banda só tocava covers das bandas que os influenciavam, Elvis, Johnny Burnette, Gene Vincent, com o tempo foram amadurecendo e escrevendo suas próprias canções.
O primeiro álbum foi lançado em 1985, dando início a um reconhecimento por toda a Europa e, mais tarde, por outros continentes. O grupo tem hoje mais de 10 álbuns em sua discografia.
O trio deu um tempo em 2001, mesmo ano em que foi lançado um tributo pela gravadora japonesa Downer Records, que contou com a participação de diversas bandas de psychobilly do mundo inteiro. Entre elas estavam Os Catalépticos, de Curitiba, que participam com a música “Gates of Heaven”. E se é para fazer mais conexões com o Brasil, é interessante citar que um de seus maiores clássicos, “Transylvanian Express” deu nome a um programa de rádio dedicado ao psychobilly. O Batmobile voltou à ativa em 2004, com shows pela Europa, Japão e Estados Unidos.
O Brasil teve sorte e graças aos esforços dos organizadores locais, a banda tocou em terras tupiniquins em fevereiro de 2006, no já mundialmente famoso Psycho Carnival.
O último lançamento do grupo foi em 2008 chamado Cross Contamination, um split com o Peter Pan Speedrock, cada banda tocando 5 faixas, uma da outra.
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o TOXAEMIA e mais uma banda do cenario billy holandes.
Influênciado Por Frenzy, Batmobile e bandas de Rockabilly, o Toxaemia foi formado por Marco (vocal e guitarra), Frank no baixo e Arjan na bateria em 88, na Holanda.
O primeiro show foi em junho do mesmo ano e no próximo Arjan saiu da banda para assumir o mesmo posto nos conterrâneos do Es-Feiv. Björn assumiu então a bateria e rapidamente a banda fez vários shows e gravaram uma demo.
Em 1990 a Jungle Noise ofereceu à banda a gravação de seu primeiro álbum, o resultado foi esse maravilhoso único disco, nunca prensado em CD: Invasion of the Rubber Dolls. Com baixa aceitação na época, no ano seguinte a banda encerra as atividades.
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dando continuidade as bandas holandesas de billy abordarei agora o CRACKLE RATTLE BASH
O Crackle Rattle Bash começou em 1986, quando Kay e Aris tocaram num Squat em Arnhem, Holanda. Kay tocava baixo elétrico e Aris além de cantar tocava guitarra.
Começaram tocar regularmente nas ruas de Amsterdam, e um dia Richard estava passando e se juntou à banda tocando washbord (intrumento bastante usado por bandas de Hillbilly). Um bom tempo depois, foram chamados para tocar na coletânea Cool Cat Go Ape porque, de acordo com a lenda, o Batmobile se recusou.
Quando Frank entrou na banda para também tocar guitarra e ukelele (instrumento havaiano semelhante ao violão), gravaram o primeiro e único album pelo selo Count Orlok, em meados de 87. O washboard foi trocado pela bateria (no disco CCGA Richard também tocava bateria), e por fim trocaram o baixo elétrico pelo baixo de pau.
Após vários shows na Holanda e uma tour curta com o Batmobile na Alemanha, a banda infelizmente acabou em 1990.
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outra banda holandesa que mereçe um destaque ao meu ver e o POWERDOG Após três anos sem se verem, os amigos Marcel e Wim se encontraram. Se conheceram no Jaihouse, famoso clube em Rotterdam onde muitos apreciadores de rockabilly e psychobilly costumavam se encontrar no fim de semana. Decidiram montar uma banda e ensaiaram por quase um ano com diversas formações e tocando apenas covers.
Porém, quando Robert Van Driesten se juntou a banda, Wim assumiu os vocais e começou a escrever letras próprias, além de adotaram o nome Powerdog para a banda.
O som da banda é calcado na sonoridade neo-rockabilly do começo dos anos 80 combinada com a experiência que Wim tinha como guitarrista de heavy metal.
O grandioso e único disco do Powerdog foi gravado em outubro de 91 e lançado apenas no ano seguinte, saindo em LP e CD, pela Count Orlok Music (que lançou diversas bandas do estilo na época).
O Powerdog terminou dois anos depois, e durante esse período ainda foram a banda de suporte durante uma tour do Stray Cats na Holanda.
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falarei agora de uma das melhores bandas nao somente holandesas mas como do genero com um todo o ARCHIE
O Archie é uma das melhores bandas psychobilly da Holanda.
A história dessa quarteto de Rotterdam começou nos anos 80, quando Krin, Buzz e Ben formaram o Honey Hush, banda com uma proposta neo-rockabilly. Com vontade de fazer um som mais atual, eles trocaram de baixista e formaram o Archie em no final de 84.
Depois de algum tempo de turnês e de tocarem em alguns festivais na Europa, conseguiram lançar seu único disco pelo selo KIX4You, em 1986. O play é bem produzido, com um instrumental sólido e letras bem sacadas. Ainda com um pé no neo-rockabilly, o álbum conseguiu capturar bem o psychobilly oldschool do final dos anos 80 e o momento pelo qual a cena holandesa passava, com uma explosão de bandas boas.
Com o sucesso do disco, conseguiram sair na lendária coletânea Psycho Attack Over Europe e alguns anos mais tarde na coletânea Go Psycho, que contém somente bandas holandesas (Batmobile, Sons Of The Yomping Cochroaches e Es-Feiv).
Provando que ainda têm reconhecimento na cena psycho mundial, tiveram seu álbum relançado em cd em 1998 pela gravadora Rockhouse.
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continuando com a cena billy holandesa chegou avez do SCAM
A Holanda em meados da década de 80 era uma potência do Psychobilly. Pegando carona nas cenas da Inglattera e Alemanha, o país revelou também uma ótima safra de bandas na época. E uma delas foi o Scam, formando por Mars, Marc e Wim em 1985, na cidade de Rotterdam. Após quase dois anos tocando, participaram em 87 na coletânea “Alle 13 Onbekend” e gravaram uma demo.
Tocando na rua antes de lançaram o primeiro disco
Com o nome da banda repercurtindo bastante, logo chamaram atenção de Johnny e Eddie, da Count Orklok Records, que lhes renderam um convite para gravarem o primeiro disco.
“Gamblin’ Fever” foi gravado em outubro de 1988. Foi bem aceito pelo público, o que os levou a tocar em vários grandes shows na época, tocando em festivais como Rockhouse Psychobilly Meeting e Night Of The Long Knives além de performances ao vivo em rádios nacionais.
Não tendo material o suficiente para um novo álbum, eles decidiram regravar velhos sons da primeira demo juntas com algumas covers. O mini álbum, intitulado “Infant Years”, foi lançado pela Tombstone Records em 1989.
Após shows em diversos países e participações em várias coletâneas, inclusive Psycho Attack Over Europe, partiram para o terceiro disco. “A Milliam Dollar Scam” saiu em 1991, via Rockhouse Records/Kix4U. Com quatorze faixas, pode-se dizer que é o menos criativo da carreira do grupo, porém tem suas qualidades próprias. Anos depois foi relançado em CD com mais 4 faixas extras, com participação especial de mais um vocalista, Frank Kok.
Após mais dois anos tocando incessavelmente, resolveram parar em 1993. Nos anos que se passaram, tocaram juntos em bandas garage de blues, Mars tocou com o The Penguin e formou o 69Beavershot, no qual ele passou a tocar o baixo acústico, até os dias de hoje.
Em 2005, seguindo a onda de bandas antigas voltarem, resolveram fazer o mesmo. Tocaram em várias cidades da Holanda e até em festivais grandes, e atualmente estão compondo para um disco novo, novamente com Marc na bateria (agora no 69Beavershot, Triple Dynamite, Bang bBng Bazooka), Mars vocal e baixo(as mesmas que Marc toca, menos BBB) e Wim na batera (Powerdog).
Como podemos perceber, na Holanda há uma grande mistura da bandas, principalmente entre os integrantes, onde há semelhança entre Batmobile, Scam, Bang Bang Bazooka (logo logo post deles aqui), Triple Dynamite, Penguin, 69Beavershot entre outros.
Baixe os discos do Scam, essencial pra quem curte psychobilly com um pé no neo-rockabilly. Destaque principal para o primeiro álbum.
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falarei agora do TRANQUILLIZERS Alguem falou “psychobilly obscuro da década de 80″ aí?
Bom, depois de mostrar que existia sim psychobilly bom na década de 90 nada mais justo que voltar a postar algumas obscuridades!
E bota obscuro nisso, nem um play full eles tem!
A Holanda e Alemanha na decada de 80 estavam borbulhando de bandas boas, e em sua infinidade de bandas o Tranquilizers é uma das mais esquecidas.
Formado em 84 por Johnny Red (baixo) e Paranoid Eddie (guitarra e vocais) gravaram apenas um EP de 4 músicas chamado Paranoia, sendo que 2 das musicas eram próprias e 2 eram versões (Long Blond Hair, Born to Love One Woman).
Johnny Red, ou Jan Van Hal, morava na Holanda e Paranoid Eddie, ou Martin, viviane em Cologne – Alemanha, a banda foi formada depois de uma viagem de Martin para a Holanda, os dois já eram amigos e juntos fizeram algumas apresentações ao vivo, a banda não tinha nome nem musicas proprias até então.
Depois, foi a vez de Johnny Red ir até a Alemanha, lá Martin lhe apresentou um baterista chamado Michael, eles tinham a ideia de uma musica chamada Paranoia e estavam tentando montar uma banda mas as coisas não funcionavam bem. Até que Johnny Red apresentou a Martin um amigo chamado Hans, foram algo como dois ensaios e a Rockhouse (gravadora holandesa que estava lançando diversas bandas de psychobilly) entrou em contato para a gravação de um EP, ao que consta Johnny Red já conhecia pessoas da gravadora e falou sobre a banda. Eles só haviam tocado pouquissimas vezes juntos e gravaram as unicas duas musicas proprias que tinham (Paranoia e Destroyed Illusions), escolheram mais duas versões e após uma noite de bebedeira veio o nome, Tranquillizers!
O Tranquillizers conseguiu participar da mais importante coletânea
de psychobilly da época com suas duas musicas!
O EP foi lançado pouco depois, em 85, vieram alguns shows, e a banda acabou logo depois, segundo o proprio Johnny Red ele não tinha como levar a banda com alguem que morava em outro país. Não muito depois do lançamento tambem veio a coletânea (uma das melhores de psychobilly feitas até hoje, com bandas como Stringbeans, Batmobile, Frenzy, Wampas, entre outras….) Psycho Attack Over Europe que constava com as duas músicas proprias da banda. Após o termino Johnny Red e Hans chegaram a tocar numa banda de neo-rockabilly chamado Rocky Road.
O Tranquillizers nem de longe é uma banda obrigatória, mas é mais um pedaço da historia do psychobilly e é altamente recomendado pra todos aqueles que buscam bandas obscuras!
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proxima parada agora na holanda começarei com o HOT ROCK. Pouco se sabe sobre o Hot Rock, apenas que é mais uma banda da excelente safra holandesa, cena muito forte época, apenas perdendo para a Inglesa.
Diferentemente das outras bandas locais da época, como Scam, Archie, Es-Feiv, Skrunch, Toxaemia, Tranquillizers e a cria mais famosa – Batmobile – o som do Hot Rock tem muito mais influência rockabilly, swing e principalmente boogie woogie.
Pouco se sabe sobre a banda, apenas que era um trio formada por Kees Van Bemmel (guitarra e vocal, além de compositor de todas as músicas), seu irmão Rinus Van Bemmel (baixo) e Pbet Schenk (bateria).
Infelizmente lançaram apenas um disco em 91, “Breaking Rocks Again”, via Tombstone Records, selo alemão da época que lançava umas coisas mais obscuras, como a própria holandesa Count Orlok Music.
Esse disco todo é fudido, animado e contagiante. Com 14 faixas, não deixam o nível cair em nenhum momento, mas destaco os sons “Mamma Belle” (que começa com um doowoppzinho e depois falam fuck this haha), “Saturday Night”, “Lula” (que é uma das mais animadas, com singalong e uma guitarra excelente) e principalmente “Longest Legs”, que sempre rolo quando raramente sou chamado pra discotecar hehe
Bom, ta ai mais uma coisa obscura do agora longínquo anos 80… Provavelmente só eu curto, de qualquer forma ta aqui registrado uma banda mais puxada pro Rockabilly e Boogie Woogie, o que era raro na época devido a grande ascenção do Psychobilly no velho continente. Enjoy!
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